Sábado, 19 de Outubro de 2019
16/05/2013

Passeata a e pedágio alertam contra abusos

 


Os  jovens participantes dos Programas Projovem Adolescente, Ação Jovem, Menor Aprendiz  e ainda  alunos do Zuquim, Mércia e Espaço Amigo, promoverão uma passeata nesta sexta feira (18), a partir das 15h.,  de alerta contra os abusos de crianças e adolescentes, para marcar o  Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil. Após a passeata,  os jovens  e os representante do Conselho Tutelar participarão do pedágio com a colagem de adesivos da campanha, na entrada da cidade.  Na passeata, serão distribuídos cataventos, símbolo da campanha neste ano em Guaraci, uma inovação adotada pelo CRAS, para difundir a ideia de movimento,  o dinamismo, ou seja, as atitudes que devemos ter para a prevenção e enfrentamento  da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes no Brasil e também no município.  Toda a comunidade está convidada para o evento. Na manhã desta quarta-feira (15), os jovens participantes  já estavam trabalhando na divulgação do evento, distribuindo os cataventos por toda a cidade.

 

O DIA 18 DE MAIO

Em 1973 um crime bárbaro chocou o Brasil. Seu desfecho escandaloso seria um símbolo de toda a violência que se comete contra as crianças.
Com apenas oito anos de idade, Araceli Cabrera Sanches foi sequestrada em 18 de maio de 1973. Ela foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O caso foi tomando espaço na mídia. Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos. Os acusados, Paulo Helal e Dante de Brito Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Paulo e Dantinho, como eram mais conhecidos, lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.  Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte ainda causa indignação e revolta. O dia 18 de maio foi instituído em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil.  Foi nessa oportunidade que surgiu a ideia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.  De autoria da então deputada federal Rita Camata (PMDB/ES) - presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000.   Desde então, a sociedade civil em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.