Sábado, 19 de Outubro de 2019
25/09/2013

ACS participam de treinamento sobre Hanseníase

 


Para esclarecer as duvidas da comunidade sobre a Hanseníase,  a Secretária de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica , realizou no último dia 10, na Biblioteca Municipal, um treinamento sobre a doença para os Agentes Comunitários de Saúde, que serão os “mensageiros” das informações para a população.  “Os agentes são nossos maiores propagadores de informações, pois visitam todas as casas, em contado direto com a população, principalmente os mais carentes e os doentes crônicos, que estão menos protegidos das doenças”, explicou Fátima De Boni, diretora de Saúde de Guaraci.  O  treinamento foi realizado pela coordenadora do Programa de Hanseníase, Cristiane Ferreira Galvão e pelo médico Tarcisio Botelho de Paula, ambos da DRS Barretos. “A informação e o treinamento aos agentes deve ser constantes,  para que eles possam, à menor suspeita de existência da doença, comunicar as autoridades médicas para o início imediato do tratamento”, ressaltou Fátima De Boni.   

 

Um pouco mais sobre a hanseníase

 

A hanseníase é uma doença silenciosa e  milenar,  que no passado estigmatizou doentes. Conhecida mundialmente como lepra, a hanseníase  como é conhecida no Brasil, é mais comum do que se pensa. A patologia como muitas outras, é transmitida pelo ar, pelo contato prolongado com alguém que tem a doença, mas não está em tratamento.  Qualquer pessoa pode ser alvo do vírus.  Olhar-se no espelho é fundamental  para diagnosticar sinais da hanseníase.  É  preciso fazer um exame criterioso de observação.  Manchas sem sensibilidade são os primeiros sinais de algo pode estar errado.  O “olhar” atento em frente ao espelho é importante porque dependendo da pessoa, a doença só se manifesta após cinco anos. Há quem contraia a doença e de imediato ela se manifesta.  Em outra spessoas,  isso pode levar anos para acontecer.  O diagnóstico precoce é fundamental por outro motivo ainda mais importante: enquanto a pessoa não está em tratamento, outros podem estar se contaminando.  A hanseníase é uma doença que atinge os nervos periféricos do corpo, especialmente nos braços, nos joelhos, no rosto e próximo aos olhos.  A doença tem quatro variações e dependendo delas  o tratamento varia de seis à doze meses.  A partir da primeira dose do medicamento ingerido, o vírus não é mais transmitido. O uso do medicamento é supervisionado, ou seja, o paciente toma as doses na frente de um servidor da saúde. Por isso existe a  certeza da cura, desde que o tratamento seja continuado.